segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Nada...

Fim do ano se aproxima  e temos por hábito fazer aquela retrospectiva, fazer a contagem do estoque, calcular perdas e ganhos... A gente meio que começa a se dar conta que o ano passou quando começam as decorações de natal pela cidade... E a cada ano parece que o mundo antecipa mais e mais as datas.... Então mau se acaba uma comemoração para entrar em outra: "velocidade". A gente não pode contemplar o nada? 

Li uma frase esses dias, realmente não lembro o autor:

" Vamos ser nada, porque nada é para sempre!"

Precisa sempre ter algo, fazer algo, estar envolto de algum evento... Não é possível olhar para fora e contemplar o "nada"?

Um dia lindo de sol ou enevoada, um dia sem necessidade de encontros ou desencontros, um dia só ou acompanhado, um dia, um dia qualquer... Que a gente olhe para "fora" e veja quanto nada maravilhoso nos cerca e como é bom acordar pela manhã e nada se ter a fazer!

Eu e os meus, estamos assim, nos libertando de algumas amarras. Algumas imposições sociais ou menções internas do nosso ego... A questão é que estamos curtindo esse nada, ou alguma coisa, mas com uma sensação de nada, pois quando algo não nos é um dever a cumprir a gente sente como se nada fosse, não?

Bem, o balanço do meu ano  trás como grande lucro essa percepção doce de contemplar o vácuo! De forma lenta e amigável, sem pressa de chegar a qualquer lugar, sem o compromisso de agradar esse ou aquele, sem a necessidade de fazer... Basta ser! O que?

"Nada, porque nada é para sempre!" E sempre!



segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Tive uma ilusão e não soube o que fazer...

"Uma vez eu tive uma ilusão
E não soube o que fazer
Não soube o que fazer

Com ela, não soube o que fazer
E ela se foi
Porque eu a deixei
Por que eu a deixei?


Não sei, eu só sei que ela se foi"

(Marisa Monte)


E atualmente, ando Marisa, essa mania louca de me traduzir em canção! Triste perguntam-se vocês Porque Marisa canta nostalgia e mesmo quando fala de amor parece remeter a saudade, perda... Penso eu que com o passar dos anos não nos é permitido mais uma visão imatura, infantil, utópica de qualquer relação que possamos ter.

Continuo em pleno exercício da minha re-edição. Começa-se com as coisas rasas e mais amenas, para depois tratar de olhar para as mais profundas. Estou eu num momento um tanto analítico sobre as relações que desenvolvi nos últimos anos, após a minha primeira quase morte. Até aquele período eu era mais família (pai, mãe e irmão), marido e entendi naquela época algumas manipulações que dificultavam o meu crescimento. Foi necessário cortar o cordão umbilical. Era profissão, trabalho em primeira instância. Pouco lar...  Condutas foram redirecionadas e passei a ser filhos, mãe leoa e ao mesmo tempo surgiu em mim uma necessidade de laços, de encontros, de amizades... Buscar um pouco daquele eu jovem menos sensato, dinâmico, um tanto ingênuo...

E eu acreditei... Acreditei que a mim eram destinados os mesmos afetos que eu evocava aos outros. Acreditei que alguns desencontros do passado poderiam ser retomados, algumas amizades refeitas... Os seres humanos esquecem ao longo do tempo  as histórias, seus enredos... Esquecem porquê algumas coisas não funcionaram...  A gente esquece porque se afastou de algumas situações ou pessoas! Acho que nos é inerente esta característica para que não sucumbamos a dor! Para que possamos olhar para o amanhã! Para que possamos viver o agora, o que nos permite construir novas e lindas histórias...

O tempo, o muito tempo, nos torna burros, amenizamos os defeitos antes conhecidos, as características marcantes que constitui algumas pessoas, valores morais, padrões! Alguns evoluem é verdade, mas a gente nesse mundo que evolui a máscara...

Em uma conversa, com um amigo, a um tempo atrás, refletíamos: Não se perde a essência!

Sim, não somos perfeitos, mas o que te move em uma decisão, mesmo que equivocada?

Penso que isso demonstra tua essência se você é mais bom, do que mal. Você luta por justiça ou vaidade? Você trabalha com afinco porque ama o que faz ou por reconhecimento e poder? Você é fiel aos seus valores, mesmo que para isso permaneça sozinho, ou o mundo de manipulará Você age por impulso, tesão ou paixão?

Sim, a gente erra... Mas erra por quê? Posso ser condenada por várias falhas, mas todas elas foram movidas pelo que há de melhor. Posso ter sido movida por uma ilusão, mas não por ego.

Nos últimos tempos, desde o acidente a névoa que pairava em alguns laços cedeu e eu pude contemplar algumas relações de amizade com outros olhos. Percebi o que os olhos antes não eram capazes de ver... Olhando para dentro, vi em mim tanto carinho e atenção mau direcionados... E claro uma tristeza pairou... 

Na busca de felicidade, as vezes se perde felicidade... Na busca de administrar o tempo e viver com intensidade pode-se priorizar o que talvez não valeria seu tempo. Há um ditado popular que insiste em afirmar: Quem vive de passado é museu! 

Não se deve desenterrar o passado, há razões para passado ser passado, tentar reaver amizades, relações que um dia não deram certo, cedo ou tarde trarão a tona o antigo porquê, que tornará a ser, cíclico como nos seres humanos. 



Assim sendo entrei no modo "desapego"...  

Despedindo-me de amigos ou não tão amigos assim! Despedindo-me de pequenas ilusões... Despedindo-me de falsas relações...  Ou melhor relações rasas... Porque eu sempre fui profunda e para me encantar sempre foi preciso imensidão. Nada de poucos afetos... Ou é tudo, ou é nada! Oito ou oitenta! 

Radical?  Talvez... Mas isso garantiu que nada na minha vida fosse morno! Sempre fui presenteada com amizades fortes e eternas, amores tórridos e paz interior!

E assim seja!!!




quarta-feira, 18 de outubro de 2017

" Na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê!"

Estamos a completar 6 meses do acidente de carro... E sim,  foi um tufão, passou causando caos e devastação, como deve ser! Toda grande catástrofe nos desconstrói. Todos tememos e com razão os dilemas, problemas eventuais que nos cercarão e principalmente o degaste interno e externo que algo de grande porte nos repercute. Como lhes disse, voltei a ser eu exuberante em otimismo, com aquele olhar que busca sempre o melhor no pior que pode nos acontecer!

O que eu vejo agora

Essa bela chance que nos foi ofertada de começar de novo, de começar mais bonito, de começar de mãos dadas serenos e em harmonia. Toda a tortura inicial que nos é apresentada fortalece laços reais... Abre novas janelas, remenda aqueles furos que achávamos que  não tinham mais solução!

Toda grande tragédia faz com que a gente olhe para dentro, e esse dentro que vos falo e um dentro individual e um dentro no seu social. A gente desenvolve vários questionamentos sobre nossas escolhas, sobre nossas relações de afeto. E penso que uma grande pergunta que permeia isso  é 

Onde você é você, exclusivamente você  Onde você se imunda de felicidade

E a resposta determinará muito do que melhor te representa: sua casa, seu trabalho, seus amigos, sua família 

Eu sei dirão vocês que somos múltiplos, mas sempre há aquele lugar, ou aquela pessoa, ou aquela situação que te faz transbordar...

Tem gente que transborda com um trabalho bem sucedido, poder, visibilidade. Tem gente que transborda ao ver seus traços num filho, seu sorriso... Tem gente que transborda em amar o outro e dedicar seus dias a união... 

E sabe como a  gente descobre com o que se transborda

Estar em algum lugar e não querer fugir, trocar qualquer outra situação que se apresente por aquela situação, sentir-se leve, descalço, sem mascara, sem precisar de aprovação. A gente transborda quando e só para lá que se quer voltar, e quando mil compromissos nos cercam, mas internamente a gente pensa, daqui eu não quero sair, apesar de querer não ser poder.

A beleza de uma grande devastação é essa, você olha para fora, para  "todo" o fora e tem certeza de onde não quer sair. E mais bacana que isso é ter vivido em conjunto uma dor profunda, e saber que a fim todos os envolvidos pensam na mesma direção, chegam as mesmas conclusões. E algo incrível de se viver, que a poucos pertence: " caminhar juntos". Onde a gente se despede de tantas coisas que julgávamos importante para se enlaçar com o que realmente nos é valioso!

Então responda-me onde você é você e quem te acompanha nisso 


" Na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê"




quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Não quero nada! Menos que nada! Nada de nada me falta em você!

Pra começar
Cada coisa em seu lugar
E nada como um dia após o outro

Por que apressar?
Se nem sabe onde chegar
Correr em vão se o caminho é longo

Quem se soltar, da vida vai gostar
E a vida vai gostar de volta em dobro

E se tropeçar
Do chão não vai passar
Quem sete vezes cai, levanta oito

Quem julga saber
E esquece de aprender
Coitado de quem se interessa pouco

E quando chorar
Tristeza pra lavar
Num ombro cai metade do sufoco

O novo virá
Pra re-harmonizar
A terra, o ar, água e o fogo

E sem se queixar
As peças vão voltar
Pra mesma caixa no final do jogo

Pode esperar
O tempo nos dirá
Que nada como um dia após o outro

O tempo dirá
O tempo é que dirá
E nada como um dia apos o outro

( Tiago Iorc)

Louca por MPB e hoje,  quem  cito acima é que me traduz em poesia, em diversas cituações, dos meus últimos meses! Esta canção narra com delicadeza o que foram os meus dias...  Primeiro reflexivos, tormenta e hoje re-harmonizados " Terra, ar, água e fogo".

Estou em paz com o mundo ao meu redor!  Sem pressa... Cada coisa em seu lugar, como deve ser! Alguns tropeços infelizes... E a certeza de que nada neste mundo tirará a minha alegria de viver... Escolhas minhas ou divinas  transmutaram a mim, traduzindo-me em algo melhor! Alguém sem "ses"... Alguém com certezas sólidas sobre relacionamentos, amizades, valores! Quem não gosta de certezas?


Aquelas descobertas que estão sob o nosso nariz, sabe? A minha vida tem tudo aquilo que eu sempre quis, desenhei, desejei e construí, então penso eu em IORC de novo:

Não quero nada
Menos que nada
Nada de nada me falta em você
Êêêê

Não quero pressa
Menos ainda promessa
Nada que apressa promete valer
Êêêê

De todas as coisas
Só quero você
Só quero você
Só quero você

Quem sabe você
Me queira também



Só quero viver amores em paz, para mim e todos vocês!!! 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

A beleza está nas imperfeições!



Eu que achei que já sabia tudo de mim... Mas a gente nunca se conhece o bastante, não? Sim somos cíclicos em alguns movimentos, mas por que somos cíclicos? Você já se perguntou isso? Eu vivo a me perguntar... Encontro respostas e muitas e muitas mais perguntas...

Algumas coisas, ando percebendo em mim, muito gritantes... A desse personagem bárbaro que a vida construiu em mim: Forte, indestrutível, por vezes insensível. Dei-me conta , que a mim foi negado o direito da fragilidade. Papai sempre dizia, o quão fantástica eu era e que o que me faltava era ser homem para atingir os céus. Talvez vocês entendam essa fala como machista, mas eu não a vejo assim... Havia um orgulho absurdo da minha representação e vá lá, digamos que Freud esteja certo e exista o complexo de Édipo, eu estava muito próxima a perfeição! Por um tempo isso me inflava o ego na idade adulta! Já na infância era bastante intrigante, pois eu desejava um irmão mais velho que cuidasse de mim. Mas isso nunca me foi destinado! ! Eu cuidei do irmão mais novo, inconseqüente, frágil que arrasta até hoje traços desse personalidade que é permitida as mulheres! Apesar de mulher a mim era impregnado a fortaleza, a busca constante de independência, crescimento intelectual, perfeição. Um menino no corpo de menina. A ele zelava-se o cuidado excessivo, estendiam-se braços a salvá-lo no menor sinal de perigo. Uma menina no corpo de um menino!

E disso hoje o que restou? Homem não chora... Eu não choro! Homem não pede ajuda! Eu não peço ajuda! Homem é orgulhoso... Eu sou orgulhosa! Homem se vira... Eu me viro! Homem tem que prover a família e manter a estabilidade. Sim eu sei, aqui retratos dos valores de uma sociedade que ainda é coberta de preconceitos. Mesmo nós cheios de esclarecimentos retalhamos pessoas em conceitos irraigados na nossa alma! Descobri-me discriminatória comigo,dedicando atitudes a mim, que não dedico aos outros! E é preciso mudar, evoluir... A minha nova edição anda bárbara, dramática, claro! Já lhes falei que re-editar é um processo árduo, mas estou entrando num estado de espírito realmente feliz.

Eu primeiramente queria retomar as rédeas da minha vida re-buscando o eu, aquele conhecido, mas estou a me despedir! Fui inundada por um sentimento de culpa de não alcançar esse ar soberbo que sempre tive, essa invencibilidade! Só que agora, isso nem me importa mais... Não quero esse eu de volta! Quero esse novo, esse eu que vem devagarinho irradiando uma energia diferente... Leve, sem pressão e cobrança interna!

Escutei de uma de minhas doutoras a seguinte fala: " É preciso se permitir errar! Ou melhor é preciso se permitir fazer de outro jeito. O que é certo?" E então peguei-me eu, defensora de múltiplas verdades para conceitos, que as aplica aos outros, respeitando-os, respeitando o desejo diferente de cada ser, sua essência única, aplicando isso na educação de meus filhos. No entanto, inapta de permitir isso a mim mesma. Descobri-me dura, má, rígida comigo! Descobri que a mim imponho de forma desgastante regras, instruções, atitudes, que não imponho a ninguém... Aos outros permito leveza e a mim nego-me flexibilidade. Esse meu diálogo interno comigo mesma é tamanhamente truncado... Ou era... Um monólogo eu ditava a mim: é assim e ponto final! Não sabia eu que eu precisava dialogar comigo mesma. Que era preciso estabelecer uma conexão, um laço profundo de amizade. Laço primordial para se atingi a felicidade! Para poder acolher, compreender, perdoar, aceitar a si próprio, defeitos e qualidades. Eu e eu estamos nos aproximando e verdadeiramente ficando amigas, acolhendo as imperfeições, aceitando essas verdades múltiplas. Eu e eu estamos pela primeira vez seguindo de mãos dadas... Estou perdendo o controle para ganhar controle, estou abandonando ser a minha "mãe repressora" de mim mesma. Já cantarolava Renato Russo:



Você me diz que seus pais não te entendem
Mas você não entende seus pais
Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo
São crianças como você
O que você vai ser
Quando você crescer

Bem estou eu a me tornar uma mãe amorosa, de um amor incondicional que aceita e ama ao filho independente de sua representação! Parando de traçar a mim tantas imposições, passando a me compreender como essa eterna criança que ás vezes pode chorar, que ás vezes pode perder, que ás vezes pode errar, que ás vezes pode pedir ajuda e que nem sempre precisa se excepcionalmente perfeita!

A beleza também se encontra nas imperfeições!


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Janelas

Se a vida entra nos eixos, a quanto andam os treinos? Ano passado estava eu a me recuperar da lesão do joelho, este ano a fratura no esterno trouxe um total desequilíbrio. Correr que é uma paixão e uma forma muito eficiente para que eu alivie stress, estava me causando uma tamanha insatisfação.

Correr geralmente liberta a minha mente que voa em conjunções, delírios, sonhos... Correr organiza meu pensamento e estabelece a paz interior. Ao menos assim sempre foi! No entanto, " tudo" mudou! A ótica da minha vida mudou, parece que passei a a visualizar de outra janela, não a habitual! E correr estava sendo estafante. 

O que antes trazia-me alívio, um cansaço bom, aquela sensação deliciosa ao fim do treino de dever cumprido, passou a alimentar mais e mais a ansiedade que se desenvolvia em mim! O fato de eu não responder como antes me enlouquecia... E o que era fácil, gostoso, passou a ser truncado. Como lhes disse no outro post a questão é emocional, mas a dor é física! Sentem-se sintomas reais, concretos e palpáveis não passíveis de um diagnostico real! É abstração!

Bem... Eu simplesmente não conseguia respirar...  O ar faltava... Como se eu tivesse perdido a habilidade do ato... Até ao caminhar! Obviamente, até em função da minha profissão, que trabalha ativamente com respiração, eu eliminai primeiramente qualquer possibilidade orgânica que me trouxesse esse transtorno. Muitos exames e... Pasmem ela não existia!  A minha mente tornou-se minha inimiga. E nada que antes a encontrava, como leituras, atividades físicas, espetáculos, passeios pareciam  a sensibilizar... A reclusão sim! E convenhamos, eu não sou nada reclusa!

O fato é que tratar o transtorno pós- traumático me libertou de todos esses sintomas... E eu respirooooo... Sinto o ar hoje com o frescor que ele tem que ter, como alimento... Respirar transpõe muito das nossas emoções, ela acompanha nossos medos e angustias " caminha" como nos sentimos! Pode ser rápida, pesada, suave, curta ou profunda... Hoje respiro profundamente... Inflo o órgão e com ele meu coração que se expande em paz e tranquilidade!

Os treinos? Os treinos vão bem obrigada! Estou começando a voar... A corrida flui como dança de salão para quem dança, com ritmo e batida ao "tocar" da minha respiração sã! A minha mente? Ela sonha, delira, se emociona, racionaliza, constrói planos... Porque agora estamos todos mente e corpo em harmonia! Minha alma voltou! O ângulo? Bem ele mudou... expiar por outra janela nos trás novos panoramas, não? E vamos e venhamos a tanta coisa linda lá fora, é preciso abrir novas janelas, não!?




" Da janela lateral do quarto de dormir
Vejo uma igreja um sinal de glória
Vejo um muro branco e no vôo um pássaro
Vejo uma grade e um velho sinal


Mensageiro natural, de coisas naturais
Quando eu falava dessas cores mórbidas
Quando eu falava desses homens sórdidos
Quando eu falava deste temporal


Você não escutou
Você não quer acreditar, mas isto é tão normal


Você não quer acreditar, e eu apenas era ...


Cavaleiro marginal, lavado em ribeirão
Cavaleiro negro que viveu mistérios
Cavaleiro e senhor de casa e árvores
Sem querer descanso nem dominical


Cavaleiro marginal banhado em ribeirão
Conheci as torres e os cemitérios
Conheci os homens e os seus velórios
Quando olhava da janela lateral
Do Quarto de Dormir"

(Beto Guedes)



quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Bossa

Para traduzir como meu coração e mente estavam a responder, penso em bossa, delícia, adoro... Nostálgica, dramática, poética. Parece que enfeitiçada pelo romantismo literal. Bem, acordar de manhã, soava assim, até pouco tempo atrás:


Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor
A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira
Tristeza não tem fim
Felicidade sim


(Tom Jombim)

Como não pretendo fazer samba, nem poesia. Como não pretendo me enveredar  na produção de algum romantismo literário,  de mim não se necessita uma autenticidade em criar. O que é uma benção, não! Nada de ser visceral! Roubo de Vinícius só este trechinho,  que é para contar-lhes a quantas anda a minha alma neste instante...



É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração