quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Bossa

Para traduzir como meu coração e mente estavam a responder, penso em bossa, delícia, adoro... Nostálgica, dramática, poética. Parece que enfeitiçada pelo romantismo literal. Bem, acordar de manhã, soava assim, até pouco tempo atrás:


Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor
A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira
Tristeza não tem fim
Felicidade sim


(Tom Jombim)

Como não pretendo fazer samba, nem poesia. Como não pretendo me enveredar  na produção de algum romantismo literário,  de mim não se necessita uma autenticidade em criar. O que é uma benção, não! Nada de ser visceral! Roubo de Vinícius só este trechinho,  que é para contar-lhes a quantas anda a minha alma neste instante...



É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração



terça-feira, 5 de setembro de 2017

Como a alma esquece quem é?


Você já perdeu algo? Não algo fácil de se repor... Algo imensamente importante! Algo cuja existência é única! Eu perdi... Desde abril passei a não me reconhecer... Penso que talvez a sensação seja de alguém que mudou o nariz, alterou a face por uma cirurgia plástica e não se adequou a nova imagem... Uma espécie de agnosia! Quem era essa pessoa 'loka' que se apresentava ao espelho? Não era eu...

Eu sou um poço de otimismo... Eu sou desbravadora... E de repente, não mais que de repente algo em mim se perdeu! Diferente da minha última quase morte que me alimentou de uma fúria por vida... Dessa vez fui sucumbida pela morte. Ela parecia estar a espreitar-me a todo instante, a me acompanhar em afazeres, a velar o meu "não sono".... Parecia estar a me convocar para o lado de lá. Eu que gosto tanto do lado de cá!

Bem, esta sensação me gerou um mecanismo de defesa bastante intrigante. A minha "universitária" diz que alguns choram, alguns se vitimizam, alguns entristecem , alguns berram por ajuda... Eu? Não poderia fazer algo assim... Nunca sou todo mundo... Tenho que ser exclusiva! Até nisso! Ou minoria... Sempre dou conta do mundo! O que poderia eu fazer? 

Eu fico imensamente irritada! Furiosa comigo, furiosa com a descompensação. Fiquei um "ser humaninho" de humor constantemente irritado! Senti-me o Rabugento, lembram daquele desenho antigo: "corrida maluca"? Pois então... Nada de Penélope Charmosa, tornei-me o próprio. A minha defesa :irritação! Que em verdade não trás acolhimento de ninguém, as pessoas se sensibilizam com lágrimas, sofrimento, devastação, descabelamento... Mas a fortaleza aqui nem quando sucumbi em dor aparenta sofrer! Diz que não é para se irritar!? A pessoa aqui sabe pedir ajuda? A pessoa aqui sabe dizer não? A pessoa aqui entendia que tudo podia! E esta a prender que não é fraqueza as vezes se dar ao direito de sofrer, de ficar triste, de pedir ajuda, de permitir ajuda...

Esse humor irritado, acompanhou-me por mais tempo que pude eu suportar. Odeio gente mau humorada, imagina aturar a si próprio nesse estado. Estava querendo livrar-me de mim! Já narrei-lhes em outros posts que nunca entendi os sintomas depressivos, nunca compreendi como a morte espreita pensamentos ao invés da vida! Hoje entendo! Perdoem-me os que sofrem dessa doença infame! Perdoem-me a ignorância... Sempre menosprezamos o desconhecido! Característica abusiva e infeliz da nossa raça humana! Só aceitamos e lidamos com nossas vivências, ignoramos a vivencia alheia! 

Bem, estava eu, até pouco tempo, com alguns sintomas em função do stress pós traumático. E meus queridos a questão é emocional, mas a dor é física! Corta o peito, restringe a respiração, enfraquece a alma que esquece quem é! Como a alma esquece quem é? Como a gente perde a essência? Como a gente perde aquilo que nos traduz como únicos? 

O meu caso é decorrente de um acidente e meu modo operante já está a se reorganizar. Minha personalidade já está a se restabelecer! Meu cérebro está absorvendo essa tragédia e me libertando assim, da morte a espreita! Explicaram-me os doutores que ele é lento, precisa de mais tempo do que as rotinas, ele não ingressa ao mundo voraz... Tem que assentar esse novo plano! 

Agora, penso eu, quem lida com a depressão em si, estes sentimento devastadores que parecem traduzir lucidez na ação, no entanto são insanos, parecem nos tornar inteligentes, mas nos aprisionam numa tristeza profunda. Tornam-nos filósofos da dor! Perdoem-me queridos por desconhecer este sentimento devastador! Traduzo nesse texto meu apoio a quem sofre deste mal invisível  e mais cruel que qualquer doença, pois tira-nos a essência! E quem quer perder a essência? Quem quer perder-se de si?

Eu voltei... Para nunca mais partir! E comigo voltou aquela alegria louca de sorrir por coisas bobas, de achar no ruim sempre algo de bom, de buscar no difícil a superação, de acreditar que em meio a tanta maldade a bondade existe.  Idiotice a minha? Ingenuidade? Pode ser... E aí encontro Jabor que narra em uma crônica: " A idiotice é vital para a felicidade." Ele reflete e nos ordena que esqueçamos de tudo que nos ensinaram sobre ser adultos. Ele sugere que não nos percamos em nomenclaturas de bem viver e sejamos imaturos, andemos descalços, dancemos na chuva! Que ao dividir a vida, o momento com alguém, que não os entediemos com as respostas sempre certas, sobre tudo, isso cansa! Melhor ter alguém que saiba o que fazer no fim de semana! Ria de si mesmo e ria com você! Saiba brincar! Somos passageiros e o tempo é curto para tanta seriedade o tempo todo!








''Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. - Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins. No dia a dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. A idiotice é vital para a felicidade!''







quinta-feira, 31 de agosto de 2017

A ilha

Consegue-se voltar para  a ilha, depois de lançar-se ao desconhecido?


Eu achei que não, dizem alguns que quando abrimos a mente para uma nova ideia, jamais voltaremos a ser os mesmos. A ideia nos contamina do novo, do conhecimento... Bem esses dias me deparei a lembrar de mim, alguns muitos anos atrás... Pelo menos uns 11 anos! Acabávamos de mudar para a nossa casa, nosso lar. Totalmente elaborado a minha maneira, cada detalhe refletido em cada ambiente transcrevendo a minha personalidade. Ninguém dos meus, interessava-se em assinar as paredes. Cada um com seus desejos. E a mim cortava ainda um forte medo de ser esquecida. Quem quer ser esquecido?

A calamidade de ficar a beira da morte com um filho pequeno, de um ano, foi essa... Passei a querer ser lembrada. E se ele crescesse e não estivesse no ambiente aconchegante que eu havia lhe preparado ? E se ele crescesse e não se lembrasse do aroma da comida da mamãe? E se ele crescesse e os momentos que partilhamos não estivessem registrados?

Eu queria que ele lembrasse comigo presente ou ausente, e penso hoje que o medo de ser ausente, pois a ausência se fez tão próxima, me fez construir lembranças poderosas. Mil fotos, espaços desenhados carinhosamente, momentos inesquecíveis...

Bem, voltando a minha lembrança, acordei no meio da noite, todos dormiam, meu menino com os seus 4 anos, minha menina um bebê, andei pelos cômodos, velei o sono dos meus amores e cortou-me o peito uma sensação que hoje só posso descrever como plenitude. Pensei eu, não há como alguém neste mundo ser mais feliz que eu. Congela! A gente quer congelar essas sensações, mas não dá , né? Nós mesmos não nos permitimos isso. Precisamos de novos horizontes... Novas conquistas... Novos mares... 

Estive a  navegar entre novos amigos e grupos, entre novas conquistas e perdas, entre outros territórios... E sabe o que eu descobri ? Eu quero voltar!

Voltar para a minha pequena ilha, onde os laços são reais, onde não medalhas ao final de uma jornada árdua, mas há amor! Vivi por muitos anos só nesta ilha e fui imensamente feliz! E vai saber por quê, mas de alguma forma eu parei de caber só lá... Precisava ultrapassar limites! E foi super bacana aprender novos hábitos, fazer novos amigos... Meu marido continuou na ilha, e penso que pensava ele, ela vai cansar, vai descobrir que aluns sorrisos são amarelos, que algumas amizades são interesses e que talvez não se deva dispensar tanto tempo com o lá... Já que o tempo é curto! Ele com seus hábitos um tanto eremitas, acabava por ter mais sabedoria que eu... Estar na ilha e só na ilha para mim era perder tempo!

Bem, a tempestade que se deu... Abriu um novo clima em mim. Um "fechar-se"! Alguns estão a estranhar a minha ausência, indagando o que houve? Quando voltarei ? Voltarei ? Não sei! Estou um tanto reclusa, há muitos anos sou extremamente sociável e ando querendo o oposto disso. Menos contatos sem reais significações, sem "ses"...  Estou me aquietando na minha ilha, uma ilha linda cheia de ternura, amor, carinho, paz e harmonia, de onde eu não sei por quê um dia desejei sair! Uma ilha projetada nos mínimos detalhes para mim, bem do jeitinho que sempre sonhei.

 Consegue-se voltar para  a ilha, depois de lançar-se ao desconhecido?

Um dia acreditei que não, hoje penso que sim!


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Sonho querido, venha me encontrar!

Uma boa noite... 
Como você descreveria? 

Eu descreveria o início dela com um banho morno, sabonetes cheirosos, toalhas macias! Depois o preparo de uma janta apetitosa, vá lá no inverno eu optaria por um creme, uma boa taça de vinho e uma boa companhia. Uma conversa solta, sem entraves, sem cobranças, sem delírios de rotinas diárias,  repleta de sorrisos soltos... Depois uma cama com lençóis cheirosos e macios e o encostar no ombro de alguém que te ampare e te diga: Boa Noite Querida! Então, seguem-se os sonhos que suavizam a alma e nos trazem paz!

Estou com saudades de noites assim...
Não ando as encontrando por completo, sigo com o banho, a janta, a conversa, o boa noite... E o sono? Ou ele não chega, ou vem repleto de pesadelos terríveis... Carros batendo, crianças a serem salvas, eu perdida em algum lugar sem poder fujir por problemas mecânicos de algum transporte. Sobressalto passou a ser meu maior companheiro noturno. Pareço querer pular do meu sonho e não dá, né?

Mas o que é isso? 

Stress pós traumático! 


"O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) pode ser definido como um distúrbio da ansiedade caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais. Esse quadro ocorre devido à pessoa ter sido vítima ou testemunha de atos violentos ou de situações traumáticas que representaram ameaça à sua vida ou à vida de terceiros. Quando ele se recorda do fato, revive o episódio como se estivesse ocorrendo naquele momento e com a mesma sensação de dor e sofrimento vivido na primeira vez. Essa recordação, conhecida como revivescência, desencadeia alterações neurofisiológicas e mentais."


Você já ouviu falar? estou me sentindo quase um ex-combatente de alguma guerra devastadora. Estou em "revivência"... E que raio de revivência infernal, preferia meus antigos sonhos regado a afagos ou memórias doces de encontros com pessoas queridas e amadas, preferia os sonhos loucos, cheios de simbologia que me faziam questionar o mundo... Só que agora estou eu, presa num filme de terror de quinta tipo Freddy Krueger!

Nunca havia parado para realmente pensar no destino terrível que acomete quem passou por terríveis desgraças... Um estupro... Uma guerra... Ver algum ente querido sofrer algum tipo de violência... Um desastre natural que consuma vidas a sua frente... acidentes quaisquer com mortes... Como não reviver isso? Como esquecer? 

Vejo-me a questionar diariamente: Como me encontrar de novo com meus doces sonhos, meus desejos contidos, minhas doces memórias? Dizem alguns que ao se tirar o sonho de alguém, tira-se a vida.... Sei que usam "sonho" como desejo, objetivo de vida, mas penso que vale essa fala ao que o nosso inconsciente sempre nos tem a dizer: nossas verdades puras e límpidas sonhadas em noites bem dormidas.



"Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso."

(Fernando Pessoa)

Desejo de hoje... Sonho querido venha de novo me encontrar!




terça-feira, 1 de agosto de 2017

Nada de estantes...

Em 18 de Junho fui lançada a vida de novo...
Essa vida normal que a gente tem, onde se corre para lá e para cá e mau se  respira entre um compromisso e outro... 
Loucamente o mundo me esperava, deveria eu ser grata por isso? 

- Não sei! Não sei o que realmente me interessa agora! 
- Essa apreciação era realmente necessária? 
- Por quem ou o que quero ser apreciada? 
- Em que lugares quero essa sensação de "fazer falta"?

Fui lançada nesse mundo louco e quis fugir! Reuniões, festas, afazeres e ainda administrar o fato do marido perdurar em cuidados especiais. Dar conta é minha marca! Eu sou uma "tora" como dizem algumas línguas, suave no meu modo de ser, mas difícil de derrubar!

Contar-lhes-ei algo: 
 - Eu não quero mais dar conta... E foda-se!

Bem, esse é um dos processos da minha reedição aprender a dizer não, aprender a se permitir não ser tão perfeita, a frustrar os outros porque não eu não farei tudo que desejam... Esgotada de ser a mulher maravilha!

Já havia lhes dito que o "processo" de se mutar é árduo, para quem muda e para quem o acompanha! Mas penso eu, que é algo fantástico a se viver! Muitas pessoas não tem percepção da vida, falta-lhes "feedback"... Meu marido é assim... Para ele nada gera grandes mudanças, é constante! Bem prefiro ser eu, assim inconstante a gente não cansa de nada! O mundo, viver, sempre é uma descoberta... As rotinas não precisam ser rotinas... Não há tédio, só novas verdades a serem construídas!

Bem, em meio a esse meu devaneio, encontro Martha, em uma crônica e juro que tenho certeza que estava a me descrever,  e lá estou eu enlaçada de amor por ela de novo, vou citar um trechinho para vocês:




" É erótico ver uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delicia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente.
Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias verdades, sem esconder seus pequenos defeitos - aliás deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana."



Pois então queridos, odeio estantes... Um brinde aos nosso erros, falhas, viva as nossas verdades... que  sejam memoráveis, dignos esses,  de uma estante!  Morreria eu, se fosse de porcelana!

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Distração

O universo e suas conspirações... Ele é bárbaro, não!?  Ele nos leva a encontros e descobertas, nos poupa de frustrações, nos previne de problemas maiores! De repente a vida da um 360... E a ótica muda... Tudo muda!

Bem, com esse nosso devastador acidente, fui chamada a me reeditar de novo! Como já lhes contei é um processo árduo, um tanto sofrido, mas ao fim é a melhor coisa que nos pode acontecer... Assim foi aos 26 anos... Ando na parte árdua, não cheguei na "paz interior" almejada, mas vá lá já não estou em total tempestade! Mas não é disso ao fim que venho falar neste momento...

O meu desabafo de hoje, pois assim é a forma de o encarar, é o fato de a fratura do esterno e suas conseqüências ter me trazido algumas surpresas! Uma total surpresa... Sou totalmente assintomática, no entanto, uma ressonância apontou um nódulo na minha tireoide. Queridos sou muito zen para questões de saúde, até porque  sei que em 95% das vezes, este tipo de nódulo é benigno... E mesmo que seja maligno, é local, ele não costuma espalhar! Os riscos são mínimos ou quase zero... Bem fomos aos demais exames, a ressonância não era o melhor para esse diagnóstico. A eco me trás a notícia de não um, mas dois... Elocubrei!? Não amores e estou dividindo com vocês e mais ninguém por enquanto... Torturar a quem pouco sabe de saúde é um transtorno, as pessoas piram... A beleza e terror na ignorância... 

Terei que ir a uma biopsia. Fazer o quê? Medo de algo? Ainda não, não costumo chorar a ganhar pics! A questão é que independente da notícia que tiver, de alguma forma o universo me levou a ela, meio sem querer... Assim a vida é... Ela acontece na distração... E o que é nosso, bom ou ruim, nos encontra, no tempo certo, não enquanto estamos focados, na verdade, geralmente, as melhores ou piores surpresas acontecem na distração! Sigamos distraídos... Como já lhes disse adoro surpresas!


domingo, 23 de julho de 2017

Time

Esses dias me deparei com uma publicação bacana que narrava   uma pequena lista de arrependimentos  de um  livro chamado: "Antes de partir: uma vida transformada pelo convívio com pessoas diante da morte"  Bem, vou citá-los para vocês:


1- Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu queria, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse.

2- Eu gostaria de não ter trabalhado tanto. 

3- Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.

4- Eu gostaria de ter ficado em contato com os meus amigos.

5- Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz.


Se essa enfermeira me encontra-se num leito de hospital, poderia eu a dizer que...

eu ainda falhe no item 1... Sou um poço de coragem... sou desbravadora... aventureira... Mas, apesar de, me consome uma  responsabilidade tamanha que me impede de viver tudo que eu quero viver! Essas quase mortes sempre me trouxeram aprendizagem e eu agradeço imensamente por elas... Sem elas  eu ainda trabalharia muito e essa seria a minha razão de viver! Não seria o que sou, mas o que eu posso fazer! 

Sem elas não diria o que sinto, quando sinto  e a quem sinto... Isso é libertador... Parece deixar a gente vulnerável, mas não, meus queridos, é um mundo de verdade, para poucos, com certeza, as pessoas costumam preferir " não dizeres"... O não dizer é uma mentirinha... E pequenas mentiras ao longo dos anos congestionam a alma, adoecem o espírito, colocam em detrimento a saúde física! Deste mal eu não compartilho!

Eu contato meus amigos e tenho uma lista imensa de pessoas leais que sempre estiveram e estão comigo na saúde e na doença.... Na pior ou na melhor condição social! Sobre holofotes ou não!

Eu sou feliz... Não o tempo todo, mas na maior parte do tempo porque eu vivo muito do que eu quero viver... E nunca o que esperam de mim! 

Isso é algo a se vangloriar, não!?

E se diante disso se  ela ainda  me perguntasse qual o meu arrependimento...

Talvez, diria eu,  que o meu problema é o "time", as vezes eu perco a hora certa de algumas coisas, eu digo o que sinto, faço o que desejo, só que o tempo as vezes é errado... Devia ter feito antes... ou falado antes... A quem culpar? A minha loucura de pensar, pensar, pensar....

A se eu fosse mais impulsiva...

Ou,

Ops... 

Vai saber!!?


Dizem os antigos em suas antigas lendas, em seus antigos "confabulos" meio folclóricos, senso comum que:

O que tiver que ser, será!