domingo, 23 de julho de 2017

Time

Esses dias me deparei com uma publicação bacana que narrava   uma pequena lista de arrependimentos  de um  livro chamado: "Antes de partir: uma vida transformada pelo convívio com pessoas diante da morte"  Bem, vou citá-los para vocês:


1- Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu queria, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse.

2- Eu gostaria de não ter trabalhado tanto. 

3- Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.

4- Eu gostaria de ter ficado em contato com os meus amigos.

5- Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz.


Se essa enfermeira me encontra-se num leito de hospital, poderia eu a dizer que...

eu ainda falhe no item 1... Sou um poço de coragem... sou desbravadora... aventureira... Mas, apesar de, me consome uma  responsabilidade tamanha que me impede de viver tudo que eu quero viver! Essas quase mortes sempre me trouxeram aprendizagem e eu agradeço imensamente por elas... Sem elas  eu ainda trabalharia muito e essa seria a minha razão de viver! Não seria o que sou, mas o que eu posso fazer! 

Sem elas não diria o que sinto, quando sinto  e a quem sinto... Isso é libertador... Parece deixar a gente vulnerável, mas não, meus queridos, é um mundo de verdade, para poucos, com certeza, as pessoas costumam preferir " não dizeres"... O não dizer é uma mentirinha... E pequenas mentiras ao longo dos anos congestionam a alma, adoecem o espírito, colocam em detrimento a saúde física! Deste mal eu não compartilho!

Eu contato meus amigos e tenho uma lista imensa de pessoas leais que sempre estiveram e estão comigo na saúde e na doença.... Na pior ou na melhor condição social! Sobre holofotes ou não!

Eu sou feliz... Não o tempo todo, mas na maior parte do tempo porque eu vivo muito do que eu quero viver... E nunca o que esperam de mim! 

Isso é algo a se vangloriar, não!?

E se diante disso se  ela ainda  me perguntasse qual o meu arrependimento...

Talvez, diria eu,  que o meu problema é o "time", as vezes eu perco a hora certa de algumas coisas, eu digo o que sinto, faço o que desejo, só que o tempo as vezes é errado... Devia ter feito antes... ou falado antes... A quem culpar? A minha loucura de pensar, pensar, pensar....

A se eu fosse mais impulsiva...

Ou,

Ops... 

Vai saber!!?


Dizem os antigos em suas antigas lendas, em seus antigos "confabulos" meio folclóricos, senso comum que:

O que tiver que ser, será!



segunda-feira, 10 de julho de 2017

Louca ou Neurótico?

Processo de negação, você já ouviu falar?

A negação é um mecanismo de defesa do ego. Freud descrevia a negação como uma qualidade lógica do pensamento que só pode ter sentido no sistema pré-consciente-consciente.

Em fases extremas da vida, quando algo nos parece inacreditável a negação é uma ferramenta para cobrirmos feridas. A verdade é dolorosa porque abre a porta das "feridas" que estão encobertas pelas mais diversas formas de racionalização e justificação e, em último caso, mentiras.

Choques intensos como o  receber a notícia de uma fatalidade, morte de um ente querido, doença crônica, traição no relacionamento romântico, acidentes trazem a tona este mecanismo.


Queremos evitar o sofrer! Só que evitar problemas, sofrimento emocional pode ser a causa de diversos transtornos, doenças mentais! No decorrer da vida podemos nos afogar nesse enredo de mentiras e desenvolver vários reflexos físicos.


“A neurose é sempre um substituo do sofrimento legítimo.”
(Carl Jung)







E o que você prefere sofrer ou se unificar a vários comportamentos neuróticos como controle exacerbado, depressão, transtorno compulsivo obsessivo pelo que quer que seja?

Não sou muito adepta as neuroses... Eu prefiro lidar com os fatos... Meu marido não! Descendente gerânico tem aquele
dom de colocar "panos quentes" o que mente constantemente uma certa calma e harmônia! Por consequência ele já desenvolveu várias neuroses como essa necessidade de controle de tudo e fisicamente uma hipertensão desencadeada em momentos de tensão. A total "falsa paz"!

Bem estamos a encarar algo absurdamente traumático a alguns meses e a ele compôs essa serenidade repleta de negação. sabe quando você encara o quase morrer como uma ida ao shopping? A quase paraplegia a um arranhão no braço!?

Louca eu, que estou com reflexos exacerbados no trânsito, dificuldades absurdas de sono e uma certa instabilidade emocional diante das minhas relações afetivas. Perguntando a mim o que vale manter nessa vida! O que é essa vida, louca vida? Louca eu que derramo lágrimas por dores, amores e desamores, laços e deslaços... Louca eu que sinto!

E o que é melhor ser? 
Louca ou Neurótico?






segunda-feira, 3 de julho de 2017

" Auhmmmm"



Estive com tanta pressa. Quis conquistar o mundo em um segundo. Penso que assim possa narrar meus últimos anos. Numa lógica delirante entendi que dedicava a mim tempo perdido. O que não deixa de ser uma verdade contraditória:

O que é tempo perdido?

Eu sempre me dediquei ao que amo, e isso nunca é tempo perdido, não? Ok, ao longo dos anos, como é de se esperar meus amores mudaram, se transformaram... Muitos eu vi crescer e florescer e alguns eu vi partir, gostos e desgostos nortearam meus dias com ardor...

E eu tinha pressa ainda, apesar de achar que não, na verdade mudei o foco, mas a pressa sempre perdurou! Primeiro pressa com estudos, depois presa com trabalho, depois pressa com os filhos e até pouco pressa comigo mesma, com meus prazeres perdidos... Meus interesses sempre desencadeando mais e mais pressa. Até o lazer tinha pressa, pressa de viajar, pressa de alcançar o mundo... Correr rápido para atravessar a linha da chegada como se não houvesse vida amanhã!

Estou agora numa onda "soft" onde estou quase que indisponível para tudo! E eu sou sempre disponível, desbravar, passear, correr, trabalhar e assim vai. Estou numa fase que estou fugindo de tudo! As vezes a gente precisa encher a mente, a vida de tudo... então a gente lê, viaja, faz e refaz laços, move o mundo por encontros, jantares e festas.... E as vezes a gente precisa esvaziar se afastar de tudo. Meditar é isso " esvaziar a mente", buscar o vácuo, perder a pressa, encontrar a si e não ao outro...

O mundo a minha volta está frenético, me puxando para retomá-lo com toda aquela pressa... O trabalho me esperou e grita por várias intervenções minhas, passava eu a retomar a minha vida profissional com ardor antes do acidente. Visava eu,"mudar o mundo´, como um dia já fiz, filhos maiores, paixões estáveis... E então bum! Algumas coisas, novamente, perderam o sentido, como um dia também já havia acontecido em meados de 2005. E meus interesses mudaram de novo. Li uma citação bacana esses dias, replico para vocês:

"Seja comum. Seja simples, seja você quem for. Não há necessidade de ser importante, a única necessidade é de ser real. Ser real é existencial. Ser importante é viagem do ego." ( Osho)

Eu andava querendo voltar a ser importante! Eu voltava a querer ser percebida... Eu voltava a querer aplausos e holofotes! Eu voltava a querer atenção, notoriedade para buscar conquistas. Eu queria ganhar! Eu queria que cada desejo meu fosse alcançado. E quando você precisa disso há um problema real! Para que você caia nas graças de algo ou alguém, para que você seja visto e lembrado, para que haja esse afeto há real necessidade de importância? É preciso fazer? Ou é preciso apenas ser? A quem o mundo realmente almeja, a quem o mundo realmente deseja ? Você? Ou o que você pode fazer?

Então li um texto bárbaro do Padre Fábio de Melo e transcrevo um pequeno trecho:

" Se você quiser saber se o outro te ama de verdade, é só identificar se ele seria capaz de tolerar sua inutilidade. Quer saber se você ama alguém? Pergunte a si mesmo: quem nessa vida já pode ficar inútil para você, sem que você sinta o desejo de jogá-lo fora? É assim que descobrimos o significado do amor. Só o amor nos dá condições de cuidar do outro até o fim. Por isso eu digo: feliz aquele que tem ao final da sua vida, a graça de ser olhado nos olhos e ouvir a fala que diz: Você não serve para nada, mas eu não sei viver sem você."

Que Deus me conceda essa pequena graça de não precisar fazer nada e apenas o fato de eu ser, quem eu sou, na minha simplicidade autentica de operar, seja o suficiente para ser percebida, desejada e querida. Nada de importâncias aqui, ali ou acolá! Só ser real em cada pequeno traço!



Não quero nada
Que não venha de nós dois
Não creio em nada
Do que eu conheci antes de conhecer
Queria tanto te trazer aqui
Pra te mostrar, pra te mostrar por que

Não há nada que ponha tudo em seu lugar
Eu sei
O meu lugar está aí

Não vejo nada,
Mesmo quando acendo a luz
Não creio em nada
Mesmo que me provem certo como dois e dois
As plantas crescem em nosso jardim
Pra te mostrar, pra te mostrar por que

Não há nada quer ponha tudo eu seu lugar
Eu sei
O meu lugar está aí



( Daniela Mercuy)

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Buracos Negros



Hawhing fala sobre os buracos negros, já lhes falei que adoro ele? Agnósico como eu! Pois bem... 

“A existência de histórias alternativas com buracos negros sugere que isso é uma possibilidade. O buraco teria que ser grande e, se estivesse em rotação, poderia ser uma porta para um Universo diferente. Mas você não conseguiria mais voltar para o nosso”

Quase morrer é um buraco negro, não que você tenha escolhido se jogar por vontade própria nele... Simplesmente aconteceu e esse evento muda toda a forma como você vê o mundo, como você se relaciona com o mundo...

Ao se jogar em um buraco negro, você sai soberbo, vitorioso... Você o venceu, mas também sai insignificante, pois dá-se conta que você era uma pião de xadrez no universo de alguém! Quem te garante que você é a rainha ou o rei!???

Quando você renasce,  a bondade exala da sua alma e você crê que tudo mudou, que você será capaz de mostrar ao universo que viver é uma dádiva e isso basta... Que nada ao fim faz sentido, a não ser o amor que floresce dentro de você! E esse amor é tão grande e tão forte, que você por alguns instantes acredita, que poderá mudar todas as injurias do mundo!

E daí surge uma dor... Tamanha!  Que não se consegue descrever... Onde você percebe que você mudou torridamente! E o mundo!? Ele permanece e persevera como sempre foi.... E não há absolutamente nada que você possa fazer para que o mundo descubra a nobreza do que você descobriu!

Então, você muda... Se afasta de holofotes, encontra riqueza em encontros reais, em laços, passa a ser entendido como medíocre para muitos, quando comparado a seu antigo eu.... Mas isso tanto faz... Sabe por quê? Você descobriu que o mundo é fugaz, que o tempo é sagaz... E  admistrá-los,  a "seu modo" passa a ser teu desvaneio! Que te garante que você acordará amanhã!? Dá para perder tempo? Com amores ou desamores? Ilusões ou desilusões? Acertos ou erros? Passado ou presente?

Loucamente você se depara com o hoje, um hoje que tem que ser bom, não dá tempo para ensinar ninguém a ser legal, agir com moral e bons costumes... Não dá tempo para você crer em ilusões, entende? Ou o que te apresenta é real e bom... Ou foda-se... Quem te garante que você acordará amanhã?

Para alguns, há o lampejo da espera do céu... Que céu? 


Na espera desse céu... Você se fecha, guarda, se encuti normas, se pune e se ao fim descobrir que: Puff! Acabou! Você se arriscara? A sua talvez única chance nessa ou em qualquer existência?  

Convenhamos, este céu pode não existir! E você esta afim de arriscar a sua vida nisso? Não sou amoral, e nunca serei.... mas não espero nada depois... Espero agora!!!! E viverei sempre cada minuto, intensamente... Com toda força que meu coração permitir! Amém!

E assim faço pela segunda vez!






segunda-feira, 19 de junho de 2017

Eu sou....

Que tipo de pessoa você é  ?

 Eu sou um daqueles tipos de pessoa que não aceita derrotas! Sabe aquele tipo de gente que parece personagem em quadrinhos, de tão maluco que é apenas imaginar, aventar a possibilidade! Bem... Sou eu!

Eu sou aquele herói que é surrado até o último minuto num filme de ação e ressurge das sombras! mérito ou castigo queridos! Dádiva ou Martírio! Vai saber...

O que eu sei é que há uma força motriz em mim... Algo que nem sei ao certo como descrever que impede a mim de me colocar na condição de vítima, me impede de aceitar o inaceitável, me impede de me acalmar! Triste isso, né! ?Alguém que espere que você desista, que você canse, que você aceite! Deus livrou-me deste fardo...  Eu não cansaria nuncaaaaaa! Não desistiria jamais de qualquer certeza que eu tivesse! O tempo jamais amenizaria o meu pensar!

Eu sou... Eu faço! Eu vou... Eu não simplesmente acompanho! Algumas pessoas "precisam" ser ou fazer parte da história de alguém... Eu não! Eu sou a história! Antes da história de qualquer um... Sou a minha história!

E eu brilho.... Eu sempre brilho... E isso é meio sem querer, sem desejo de holofotes, pois não são os holofotes que me compram é o feito! Esse sim vale cada minuto da minha dedicação!


Agora estou eu a guerrear comigo de novo... Tenho que me vencer... Vencer os meus limites...

E sabe algo que vem descrito, meio tatuado na minha alma? 


"A vida meus queridos é uma corda bamba... Quantas vezes ela pode te derrubar? Muitas!!! A questão é quantas vezes você esta disposto a se levantar! ? Eu ? Todas!!!"




Já sei namorar
Já sei beijar de língua
Agora só me resta sonhar
Já sei aonde ir
Já sei onde ficar
Agora só me falta sair

Não tenho paciência pra televisão
Eu não sou audiência para a solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo e
Todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo e
Todo mundo é meu também

Já sei namorar
Já sei chutar a bola
Agora só me falta ganhar
Não tem um juíz
Se você quer a vida em jogo
Eu quero é ser feliz

Não tenho paciência pra televisão
Eu não sou audiência para solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo e
Todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo e
Todo mundo é meu também

Tô te querendo
Como ninguém
Tô te querendo
Como Deus quiser
Tô te querendo
Como eu te quero
Tô te querendo
Como se quer


(TRIBALISTAS)

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Reeditar

Ventos e ventanias, tempestades e quase um naufrágio. Depois desse inegável caos resolvi buscar ajuda dos universitários...  Bem na minha primeira conversa amistosa ela me diz: Querida o universo conspira para uma nova edição de você!

E eu penso:
Aff! De novo! E daí eu enumero toda minha Lucidez e Insensatez a ela e o que ela me diz, o que eu já sabia. Eu sei que eu preciso de uma nova edição, preciso baixar o aplicativo de atualização para tirar os defeitos, agregar novas habilidades é preciso aprimorar o softwhere. Já fiz isso em outras tragédias que tive pela vida e sei o quão difícil e sofrido é este processo, mas sei também o quão libertador! E como eliminar as tralhas do armário e da casa, você acha que não é um acumulador, mas quando começa a mexer se arrepia até o último fio de cabelo, pois nem em sonho imaginaria poder se apropriar de tantas coisas inuteis na vida!

Bem assim é quase morrer... 

É dádiva e castigo, martirio e prazer... É uma corda bamba de emoções gigantescas, é transbordar. O bom é que quando se passa desta fase de dualidade a gente sente paz, uma paz tamanha de estar resolvido! Assim eu imaginava, jamais resolver tanta coisa de novo... Mas aí vem a vida e te diz que você é mais que especial e a você e concedido esse novo presente de novo!

Então a minha grande tarefa dos próximos dias é decidir:


O que fica?

Quase morrer nos trás certezas e como se  nos tirassem uma venda, ou o óculos 3D, se vê com clareza! Tudo! Cada pequeno momento, experiência, a gente começa a elocubrar e fazer conexões nunca feitas antes! E a gente descobre, mesmo sem querer sentimentos, emoções, jogos de manipulação... E não é mais possível fingir o desconhecido. Escancara-se ao nosso olhar mesmo o que a gente não quer ver! Sabe aquelas pequenas mentiras que a gente conta para amenizar certos fardos, certos vacilos... 

Quem fica?

E aqui é um pouco mais difícil, aqui lidamos com o afeto que julgamos compartilhar com as pessoas.  Temos a ilusão de compartilhar "igual", mas o meu igual é diferente do teu! Nem sempre o que a gente dá, é o que a gente recebe. Ou a gente se ilude, ou nos iludem, ou ambos... E o que a gente faz para limpar essa área da vida? Sabemos quem deve partir, mas há aqueles que não querem se despedir... Há aqueles que nem sabem quantas mágoas nos trouxeram... 

Bem, ao fim sabemos que  como as tralhas inúteis que colecionamos não há outro fim: É preciso deixar ir para essa nova edição rodar!


Primeiro disse: 

-Não!!! Nada de novas edições!

Mas o I Phone ta aí versão 5, 5C, 5S... 6... 7... & e alguma coisa! O mundo não para, né!?

Então eu digo:

- Foda-se! venha a nova versão 4.0.  ? Vai saber... Mas o que eu posso dizer e que quando rodar vai ser Show!


segunda-feira, 5 de junho de 2017

Verdades Absolutas

Por que a gente tem a mania de depositar nos outros a nossa felicidade ou a responsabilidade da infelicidade!? 

É um despautério!  
Ou uma total ingenuidade...

Claro que se vivessemos num mundo de conto de fadas essa seria a única solução, não!? Castelos, príncipes, princesas e histórias perfeitas se desfazerem geram um abalo sismico em um sonhador otimista. Mas hoje em dia há de se esperar que as pessoas já conheçam o Shereak!

Mas não, algumas ainda preferem construir bolhas! Apropriarem-se das suas verdades como únicas e perfeitas! O problema é que as bolhas podem estourar e a quem pertence a responsabilidade disso? A quem se pós nessa condição! A quem preferiu imaginar ao invés de viver o que é palpável! Real... E reconhecer quantas possibilidades paralelas existem numa mesma situação problema!

Daí emendam-se frustrações! Como não se frustrar se o que se almeja é inatingível! Como atingir um desejo soberano de um único ser, a sua verdade!? Todos que operam naquele sistema se exaurem em busca da perfeição! Da perfeição de quem? E para se ser perfeito egos são suprimidos por controle exacerbado. A longo prazo , quem não para e reflete, não percebe que o único resultado será o caos! Aqui se instalam diversas perdas e há um desejo imenso de fuga!

Só se quer ficar onde há respeito da individualidade de cada um, respeito de entender todos como seres humanos falhos, inclusive nos mesmos! Cada um dono da sua verdade! Então a primeira coisa a se fazer quando n os deparamos com algum problema não é apontar um culpado, e se armar.

É preciso encarar que não há verdades absolutas.  E toda a culpa a todos pertence! 

Gosto muito do Karmal e ele tem um video fantástico sobre este tema, narra um conto hindu que lhes transcrevo abaixo:


"Numa cidade da Índia viviam sete sábios cegos. Como os seus conselhos eram sempre excelentes, todas as pessoas que tinham problemas recorriam à sua ajuda.
Embora fossem amigos, havia uma certa rivalidade entre eles que, de vez em quando, discutiam sobre qual seria o mais sábio.
Certa noite, depois de muito conversarem acerca da verdade da vida e não chegarem a um acordo, o sétimo sábio ficou tão aborrecido que resolveu ir morar sozinho numa caverna da montanha. Disse aos companheiros:
– Somos cegos para que possamos ouvir e entender melhor que as outras pessoas a verdade da vida. E, em vez de aconselhar os necessitados, vocês ficam aí discutindo como se quisessem ganhar uma competição. Não aguento mais! Vou-me embora.
No dia seguinte, chegou à cidade um comerciante montado num enorme elefante. Os cegos nunca tinham tocado nesse animal e correram para a rua ao encontro dele.
O primeiro sábio apalpou a barriga do animal e declarou:
– Trata-se de um ser gigantesco e muito forte! Posso tocar nos seus músculos e eles não se movem; parecem paredes…
– Que palermice! – disse o segundo sábio, tocando nas presas do elefante. – Este animal é pontiagudo como uma lança, uma arma de guerra…
– Ambos se enganam – retorquiu o terceiro sábio, que apertava a tromba do elefante. – Este animal é idêntico a uma serpente! Mas não morde, porque não tem dentes na boca. É uma cobra mansa e macia…
– Vocês estão totalmente alucinados! – gritou o quinto sábio, que mexia nas orelhas do elefante. – Este animal não se parece com nenhum outro. Os seus movimentos são bamboleantes, como se o seu corpo fosse uma enorme cortina ambulante…
– Vejam só! – Todos vocês, mas todos mesmos, estão completamente errados! – irritou-se o sexto sábio, tocando a pequena cauda do elefante. – Este animal é como uma rocha com uma corda presa no corpo. Posso até pendurar-me nele.
E assim ficaram horas debatendo, aos gritos, os seis sábios. Até que o sétimo sábio cego, o que agora habitava a montanha, apareceu conduzido por uma criança.
Ouvindo a discussão, pediu ao menino que desenhasse no chão a figura do elefante. Quando tacteou os contornos do desenho, percebeu que todos os sábios estavam certos e enganados ao mesmo tempo. Agradeceu ao menino e afirmou:
– É assim que os homens se comportam perante a verdade. Pegam apenas numa parte, pensam que é o todo, e continuam tolos!”

 (Párabola Hindu - Os cegos e os Elefantes)


Diante disso, penso eu, não sejamos tolos, cegos, imprudentes, insensatos, incoerentes, desumanos, egoístas, maus, controladores, desleais olhemos as situações sobre as diversas óticas possíveis e compreendamos as muitas verdades sobre um mesmo fato! E vejamos que a nossa verdade também pode ser a causa das nossas frustrações e ninguém tem nada haver com isso!

Então vamos a uma provocação, nessa imagem:

O que você vê?